Quanto custa um sistema sob medida?
A pergunta mais comum — e a que menos gente responde com franqueza. Aqui vai um guia honesto com ordens de grandeza do mercado brasileiro, o que faz o preço variar e como reduzir o investimento sem comprometer o resultado.
O que realmente define o preço
Escopo e complexidade
Quantidade de telas, regras de negócio, perfis de usuário e integrações. É o fator que mais pesa — de longe.
Quem desenvolve
Freelancer, fábrica de software ou equipe senior: o custo-hora varia, mas o barato que precisa ser refeito sai mais caro.
O que já existe pronto
Aproveitar componentes maduros e serviços de nuvem reduz semanas de desenvolvimento — pagar para reinventar a roda não faz sentido.
Ordens de grandeza no mercado brasileiro
Landing page ou site institucional
Até R$ 5 mil, conforme design, conteúdo e integrações. Prazo típico: 1 a 3 semanas.
Sistema web enxuto (primeira versão)
Entre R$ 10 mil e R$ 30 mil para uma primeira versão funcional que já roda em produção. Prazo típico: 6 a 12 semanas.
Sistema de médio e grande porte
De R$ 30 mil a R$ 100 mil ou mais, com múltiplos perfis, integrações e volume relevante de regras de negócio.
Aplicativo móvel (Android + iOS)
De R$ 10 mil a R$ 50 mil, dependendo das funcionalidades e da retaguarda necessária.
Manutenção e evolução mensal
Planos a partir de algumas centenas de reais para correções e suporte, crescendo conforme o ritmo de evolução desejado.
Hospedagem em nuvem
Sistemas de pequeno e médio porte rodam bem com custos mensais baixos em AWS/GCP — centenas de reais, não milhares.
Por que os orçamentos variam tanto?
Peça orçamento do "mesmo" sistema para cinco empresas e você receberá valores que variam por um fator de dez. Isso acontece porque cada fornecedor interpreta o escopo de um jeito, embute margens diferentes de risco e trabalha com estruturas de custo distintas — uma fábrica com gerente de projeto, analista e camadas de gestão cobra pela estrutura toda; uma equipe enxuta e senior cobra pelo que efetivamente constrói.
A forma certa de comparar propostas não é olhar só o número final, e sim o que está incluso: entregas parciais ou só entrega única? Suporte após o lançamento? Hospedagem? Código documentado? Propriedade dos dados? Um valor menor que não inclui nada disso costuma sair mais caro no segundo ano.
Como reduzir o investimento sem comprometer o resultado
A alavanca mais poderosa é o escopo da primeira versão. Em vez de especificar tudo o que o sistema poderá fazer um dia, definimos o menor sistema que já resolve a dor principal em produção — e evoluímos a partir do uso real. Isso reduz o investimento inicial e, mais importante, reduz o risco de pagar por funcionalidades que ninguém vai usar.
Também pesa a favor: aproveitar serviços prontos de nuvem (autenticação, e-mail, armazenamento), integrar com ferramentas que você já usa em vez de reconstruí-las, e trabalhar com entregas incrementais que permitem ajustar o rumo cedo, quando mudar ainda é barato.
Se quiser entender melhor como estruturamos projetos assim, veja a página de desenvolvimento de sistemas sob medida.
E para órgãos públicos?
Prefeituras e câmaras têm um teto de referência natural: o limite de dispensa de licitação do art. 75 da Lei nº 14.133/2021 (hoje acima de R$ 60 mil por contratação). Projetos públicos bem escopados — portais, transparência, protocolo, apps municipais — cabem nesse limite. Explicamos o processo na página sobre contratação por dispensa de licitação.
Perguntas frequentes
Existe projeto bom e barato?
Vocês cobram por hora ou por projeto?
O orçamento é gratuito?
Dá para começar pequeno e crescer depois?
Esses valores incluem hospedagem e suporte?
Veja também
Quer um número de verdade para o seu projeto?
Descreva o que você precisa e enviamos uma proposta detalhada, com valor fechado e sem compromisso.
Solicitar orçamento gratuitoVamos conversar sobre o seu projeto?
Conte o que você precisa. Respondemos em até 24 horas com uma avaliação inicial, sem compromisso e sem enrolação.